quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Projeto político pedagógico como gerador de outros projetos

 Projeto político pedagógico como gerador de outros projetos
O projeto é algo importantíssimo na vida do ser humano. O homem respira projetos, pois, primeiramente nasce na mente, transporta para o papel e após deixa de ser apenas projeto, realiza-se. Mas, sabemos que se faz necessário uma boa reflexão sobre a real finalidade de tal projeto principalmente no que refere a educação, projetar, requer tempo, dedicação e principalmente perseverança. Portanto,
VALE A PENA PROJETAR?

VEIGA (2001) define o Projeto Político Pedagógico assim:
Etimologicamente o termo projeto - projetare – significa prever, antecipar, projetar o futuro, lançar-se para frente. A partir desse entendimento, construímos um projeto quando temos uma demanda para tal, quando temos um problema.

 Falar de projeto é pensar na utopia não como algo impossível, mas como algo que pode ser realizado, a possibilidade real de existir, É a valorização da identidade da escola e um chamamento à responsabilidade dos agentes com as racionalidades interna e externa. Esta idéia implica a necessidade de uma relação contratual, isto é, o projeto deve ser aceito por todos os envolvidos, daí a importância de que seja elaborado participativa e democraticamente. (p.110)

Responder sobre projeto político pedagógico como gerador de outros projetos é apenas projetar num universo maior o papel do educador e como ele pode interferir em seu contexto.

 Faço das minhas palavras as da Ana Célia Bahia, tecer o Projeto Político Pedagógico exige acima de tudo a busca da identidade de uma instituição, sua intencionalidade e seus compromissos, a busca de uma linguagem comum, vontade de mudar. Completo dizendo, ir à luta em busca da realização mesmo que seja passando por cima de todos os obstáculos, pois sabemos que tudo na vida tem seu preço, mas a preço que vale a pena pagar.  O Projeto Político-Pedagógico como gerador de outros projetos requer todas as atividades da escola, do pedagógico ao administrativo, e juntos com o mesmo objetivo tornam-se uma equipe forte construindo uma escola democrática capaz de valorizar e respeitar as variáveis idéias para que chegando ao senso comum alcança êxito.

 Apesar de todo o caminho percorrido e dos avanços no sistema educacional. Infelizmente o nosso País ainda necessita de uma estruturação educacional, por exemplo: algumas regiões no Pará, Amazonas, ceará, enfim, tantos outros Estados, existem cidadelas que está a km de distância de uma educação plausível, cujas escolas, estão vazias não de educandos, mas de bons educadores. Ainda é uma educação caracterizada pelo ato de depositar, transmitir valores e conhecimentos é chamado por Paulo Freire de “bancária”, e nesta bancária:

·        O educador é o que educa
·        Os educandos, os que são educados.
·        O educador é o que sabe
·        Os educandos, os que não sabem.
·        O educador é o que pensa
·        Os educandos, os pensados.
·        O educador é o que diz a palavra
·        Os educandos, os que a escutam.
·        O educador é o que disciplina
·        Os educandos, os disciplinados.
·        O educador é o que opta e prescreve a sua opção
·        OS educandos, os que seguem a prescrição.
·        O educador é o que atua
·        Os educandos, os que têm a ilusão de que atuam na atuação do educador.
·        O educador escolhe o conteúdo programático
·        Os educandos jamais são ouvidos nesta escolha, acomodam-se a ele:
·        O educador identifica a autoridade do saber, com sua autoridade funcional, que se opõem antagonicamente a liberdade dos educandos;
·        Os educandos devem  adaptar-se as determinações daquele.
·        O educador finalmente é o sujeito do processo.
·        Os educandos meios objetos

(Feire,m 1985, pg 67)

“EDUCAR NÃO É A ARTE DE INTRODUZIR IDEIAS NA CABEÇA DAS PESSOAS, MAS DE FAZER BROTAR IDEIAS” (Werner e Brower, 1984)


Enquanto isto as grandes Metrópoles, tem o privilégio de ter em seu seio um projeto em ação de grande porte, pois, começando pela oportunidade que o diretor tem em gerir a equipe na condução do famoso PPP.

Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, toda escola precisa ter um projeto político pedagógico (o PPP, ou simplesmente projeto pedagógico). Mas, nem todos gozam desta oportunidade, veja só, o sistema de módulos foi extinto e todo o material didático utilizado passou a ter elaboração própria. A bateria de provas foi trocada por outras formas de avaliação e criou-se grande um caminho aberto em que os professores registram os avanços de cada estudante e sua freqüência nas diferentes atividades oferecidas.

Os alunos passaram a receber atendimento individual para tirar dúvidas de acordo com sua disponibilidade enquanto, muitas escolas espalhadas em nosso solo como referi acima, não acompanharam as transformações que a sociedade vem experimentando. Ainda é uma educação tradicional, que marginaliza e exclui um bom número de alunos na aplicação de seus métodos arcaicos, com conteúdos programáticos muitas vezes fragmentados e desvinculados da vida dos educandos, sem despertar o interesse devido, crianças e jovens trocando as escolas pelas ruas. Com o interesse pela educação completamente adormecida, enquanto isto devido às conseqüências a sociedade geme, grita, em busca de uma solução. Que pode ser mudada, através de uma postura tomada pela  direção escolar em elaborar projetos, sendo aprovado  gera mudança positiva que com certeza, influenciará a vida de nossas crianças, jovens, adultos, e por fim, toda a sociedade, vivendo  num mundo mais justo e digno de se viver.

Faço questão de repetir o que eu mencionei acima que o Projeto Político-Pedagógico requer todas as atividades da escola, do pedagógico ao administrativo, unidos, não divididos, de braços abertos prontos pra luta, não de braços cruzados, no comodismo, esperando que um “louco” por mudança apareça tome a decisão e arregace as mangas.

Sabemos perfeitamente que mudar a escola não é fácil e rápido, embora seja necessário e urgente. A sua transformação se dá em um campo de luta pelas conquistas sociais que têm sido em longo prazo e limitadas para a maioria da população brasileira. Portanto cabe à escola tornar-se um dos agentes de mudança social e constituir-se num espaço democrático, garantindo ao educando o direito de usufruir a construção do seu conhecimento, oferecendo aos professores educação continuada no sentido de se sentirem comprometidos com a qualidade da educação, ou seja, seguros do conteúdo que está transmitindo, viabilizando uma gestão (direção, coordenação e supervisão) mais democrática e atuante, criando propostas alternativas para uma possível superação de problemas escolares.

Um dos itens que eu julgo ser importante é a questão salarial, o educador não é tão somente um projetista, um idealizador, um apaixonado pela educação, mas acima de tudo é um profissional, e todo trabalhador é digno do seu salário e com certeza esta melhoria é importante quanto às outras. Portanto se fosse classificar, um valor salarial para cada profissional de acordo com a sua importância e desenvolvimento, o educador sem dúvida estaria em primeiro lugar nesta classificação. Se assim fosse, com certeza seria algo merecido, principalmente porque ensinar exige não somente paixão e sim, dedicação. Inclusive acredito que na conjectura escolar falta dedicação, por falta de tempo, simplesmente porque a maioria dos educadores pega várias matérias em várias escolas, para que venham suprir a renda familiar, e com isto falta-lhe tempo para preparar o conteúdo programático.

Segundo GADOTTI Considerando que o Projeto Político Pedagógico é um eixo que norteia as atividades pedagógicas de uma instituição de ensino é que decidimos construir, investigar o processamento do Projeto Político Pedagógico no interior da Escola.

O Projeto Político Pedagógico é antes de tudo a expressão de autonomia da escola no sentido de formular e executar sua proposta de trabalho. É um documento juridicamente reconhecido, que norteia e encaminha as atividades desenvolvidas no espaço escolar e tem como objetivo central identificar e solucionar problemas que interferem no processo ensino aprendizagem. Esse projeto está voltado diretamente para o que a escola tem de mais importante “o educando” e para aquilo que os educandos e toda a comunidade esperam da escola – uma boa aprendizagem. Esta é a meta fundamental, pois, escola é lugar.

O Projeto Político Pedagógico é um caminho traçado coletivamente, o qual se deseja enveredar para alcançar um determinado objetivo. Deste modo, ele deve existir antes de tudo porque se define como ação que é anteriormente pensada idealizada. É tudo aquilo que se quer em torno de perspectiva educacional: a melhoria da qualidade do ensino através de reestruturação da proposta curricular da escola, de ações efetivas que priorize a qualificação profissional do educador, do compromisso em oportunizar ao educando um ensino voltado para o exercício da cidadania, etc. É através de sua existência que a escola registra sua história, pois é conhecido como “um conjunto”.

É um instrumento de trabalho que mostra o que vai ser feito, quando, de que maneira, por quem para chegar a que resultados. Além disso, explicita uma filosofia e harmoniza as diretrizes da educação nacional com a realidade da escola, traduzindo sua autonomia e definindo seu compromisso com a clientela. É a valorização da identidade da escola e um chamamento à responsabilidade dos agentes com as racionalidades interna e externa. Esta idéia implica a necessidade de uma relação contratual, isto é, o projeto deve ser aceito por todos os envolvidos, daí a importância de que seja elaborado participativa e democraticamente. (p.110).

O projeto é político por estar introjetado num espaço de sucessivas discussões e decisões, pois o exercício de nossas ações está sempre permeado de relações que envolvem debates, sugestões, opiniões, sejam elas contra ou a favor. A participação de todos os envolvidos no Projeto Político Pedagógico da escola, as resistências, os conflitos, as divergências são atos extremamente políticos. Logo, concordamos com Aristóteles, quando afirma que “todo ato humano é um ato político”. O projeto é pedagógico por implicar em situações específicas do campo educacional, por tratar de questões referentes à prática docente, do ensino aprendizagem, da atuação e participação dos pais nesse contexto educativo, enfim, de todas as ações que expressam o compromisso com a melhoria da qualidade do ensino.

O projeto político pedagógico tem um caráter dinâmico e não acontece tão somente porque assim desejam os administradores, mas porque nos preocupamos com o destino das nossas crianças, da escola e da sociedade e ansiamos por mudanças. Sabendo que, esta é uma luta interminável, porque dia após dia, vivemos uma nova realidade, e assim caminhamos de braços dados com novos projetos.  Caso contrário andamos de contramão com a modernidades que é sem dúvida prejuízo para esta nova geração.

A construção do Projeto Político Pedagógico surge a partir da necessidade de organizar e planejar a vida escolar, quando o improviso, as ações espontâneas e casuais acabam por desperdiçar tempo e recursos, os quais já são irrisórios. Sendo o Projeto Político Pedagógico a marca original da escola, ele pode propor oferta de uma educação de qualidade, definindo ou aprimorando seu modelo de avaliação levando em consideração os principais problemas que interferem no bom desempenho dos alunos; estabelecer e aperfeiçoar o currículo voltado para o contexto sociocultural dos educandos; apontar metas de trabalho referentes à situação pedagógica, principalmente no que refere às experiências com metodologias criativas e alternativas.

Após ter feito a leitura do texto indicado. de Ilma Veiga Passos Reflexão em torno do projeto Político pedagógico, pg 11 coloca claramente as seguintes palavras: que o projeto político pedagógico da escola não visa simplesmente a um “rearranjo”  formal as escola , mas a uma qualidade em todo o processo vivido e que o projeto pedagógico, é um produto específico que reflete a realidade da escola. Colocando ali de uma forma clara e específica a necessidade de mudança ou transformação.

A nova LDB, Lei nº  9.394/96, prevê no art. 12 , inciso 1, que “os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns  e as de seu sistema de ensino terão a incumbência  de elaborar e executar a sua proposta pedagógica”. É papel do diretor gerir a equipe na condução do famoso PPP.

Tem o educador o direito de elaborar projetos e apresenta-los. Tendo em vista que tal projeto relaciona-se a organização da sala de aula e a outras atividades pedagógicas e administrativas apresentando estratégias que venham gerar melhoria frisando principalmente a questão da qualidade de ensino

1. Surgimento do projeto pedagógico
Na década de 1980, o mundo mergulhou numa crise de organização institucional, quando se passou a questionar o modelo de Estado intervencionista - que determinava o funcionamento de todos os órgãos públicos, inclusive a escola., o Brasil vivia o movimento de democratização, após um longo período de ditadura. Na elaboração da Constituição de 1988, o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública (que congregava entidades sindicais, acadêmicas e da sociedade civil) foi um dos grandes batalhadores pela "gestão democrática do ensino público, nessa mesma época a escola brasileira passou a incluir em seus bancos populações antes excluídas do sistema público de ensino.. A instituição de um projeto pedagógico surgiu como um importante instrumento para fazer isso.
2. A diferença do global e do local com o plano Durante a ditadura  era permitido aos professores ensinar (e aos alunos aprender)  era decidido quase exclusivamente pelo governo militar. A Educação era toda organizada com base em determinações do poder central. Assim, os conteúdos eram tratados de maneira hegemônica e as instâncias locais (ou seja, as próprias escolas) ficavam numa posição de "passividade" diante dessas imposições. Com a instituição do projeto pedagógico, na Constituição de 1988, a realidade local passou a funcionar como "chave de entrada" para a abordagem de temas e conteúdos propostos no currículo - justamente por serem relevantes na atualidade. O plano, por outro lado, deve prever que a escola conecte seus alunos com as discussões globais, re-encontrando sua importância cultural na comunidade.
3. O projeto pedagógico deve conter Alguns aspectos básicos devem estar presentes na elaboração do projeto pedagógico de qualquer escola. Antes de tudo, é preciso que todos conheçam bem a realidade da comunidade em que se inserem É  importante que o projeto preveja aspectos relativos aos valores que se deseja instituir na escola, ao currículo e à organização, relacionando o que se propõe na teoria com a forma de fazê-lo na prática - sem esquecer, de prever os prazos para tal. Além disso, um mecanismo de avaliação de processos tem de ser criado, revendo as estratégias estabelecidas para uma eventual re-elaboração de metas e ideais.
Indo além, o projeto tem como desafio transformar o papel da escola na comunidade.
4. Quem elaborá-lo, e como deve ser conduzido
A  elaboração do projeto pedagógico deve ser pautada em estratégias envolvendo a comunidade escolar: funcionários, pais, professores e alunos.. Essa mobilização é tarefa, por excelência, do diretor. A finalização do documento também pode ocorrer de forma democrática - mas é fundamental que um grupo especialista nas questões pedagógicas se responsabilize pela redação final para oferecer um padrão de qualidade às propostas. É importante garantir que o projeto tenha objetivo pontual e estabeleça metas permanentes para médio e longo prazo.


5. O projeto pedagógico deve ser revisado.
Anualmente, ou mesmo antes desse período, se a comunidade escolar sentir tal necessidade. É importante fazer uma avaliação periódica das metas e dos prazos para ajustá-los conforme o resultado obtido pelos estudantes — que pode ficar além ou aquém do previsto. As estratégias utilizadas para promover a aprendizagem fracassaram? Os tempos foram curtos ou inadequados à realidade local? É possível ser mais ambicioso no que diz respeito às metas de aprendizagem? A revisão é importante também para fazer um diagnóstico de como a instituição está avançando no processo de transformação da realidade. Além disso, o plano deve passar a incluir os conhecimentos adquiridos nas formações permanentes, revendo as concepções anteriores e, quando for o caso, modificando-as.
6. atuação, sua elaboração e prática O diretor deve garantir que o processo de criação do projeto pedagógico seja democrático, da elaboração à implementação, prevendo espaço para seu questionamento por parte da comunidade escolar. O gestor é a figura que articula os diferentes braços operacionais e conceituais em relação ao plano de intenções as propostas pedagógicas precisam prever discussões em grupo etc.


7. O projeto pedagógico precisa conter questões atitudinais Com certeza, há uma função socializadora inerente à escola e ela é difusora de valores e atitudes, quer tenhamos consciência disso, quer não. As instituições de ensino não são entidades alheias às dinâmicas sociais e é importante que tenham propostas em relação aos temas relevantes também do lado de fora de seus muros O que não se pode determinar no projeto pedagógico são respostas a essas perguntas, que a própria sociedade se coloca. Como resolver a questão da violência, da gravidez precoce, do consumismo, das drogas, do preconceito? Diferentemente do que propunha o modelo do Estado centralizador, não há uma só resposta para cada uma dessas perguntas. O maior valor a trabalhar nas escolas talvez seja o de desenvolver uma postura atenta e crítica.

8. As maiores dificuldades na montagem do projeto?
  1. Plano de intenções deve ser o objetivo maior, é o guia de todo o resto.
  2.  Meios e estratégias para chegar aos objetivos do projeto pedagógico.
  3. Estabelecer um ambiente de respeito para dialogar e chegar a pontos de acordo na comunidade.
  4. Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) - documento que guia municípios e instituições a desenvolverem objetivos e estratégias para melhorar o acesso, a permanência e os índices de aprendizagem das crianças.



Segundo Ilma  Passos “ Perspectiva para reflexão  em torno do projeto político pedagógico pg 13. Diz claramente  que projeto político pedagógico  exige reflexão acerca  da concepção da educação  e sua relação com a sociedade  e a escola, mas o que mais chamou minha atenção é quando completa dizendo que não dispensa uma reflexão sobre o homem a ser formado, a cidadania e a consciência crítica. Ou seja o homem sendo o receptor da educação cria em se mesmo através da educação uma consciência critica. guardo uma frase comigo,  Homem que pensa jamais será escravizado.
Demo (1994, p.14) afirma que a qualidade formal “significa a habilidade de manejar meios, instrumentos, formas técnicas, procedimentos diante dos desafios do desenvolvimento”.



Quatro dimensões básicas, relacionadas e articuladas entre si. E são completamente independente uma da outra, mas todas ligadas à escola.





ESCOLA
ADMOINISTRATIVA
  JURÍDICA
FINANCEIRA
PEDAGOGIA
Elabora e gere planos, programas e projetos
Elabora suas próprias normas e orientações escolares
Recursos financeiros capazes de dar a instituição educativa condições de funcionamento efetivo (educação pública)
Ensino e pesquisa, a função social,, a clientela a organização curricular, avaliação. E por fim a essência  do projeto pedagógico da escola.


Dificilmente conseguiremos falar de algo referente a educação sem mencionar o nome e as palavras de alguém que fez história nesta área.

Segundo Freire, Com efeito, só aceitando e discutindo as dimensões políticas, cívicas, éticas, que  marcam indelevelmente a educação, as práticas pedagógicas, a interação na sala de aula, a gestão curricular e a programação didática, os modelos de avaliação e progressão dos alunos, os modelos de gestão escolar e a organização do trabalho pedagógico, é possível abrir caminho à democratização da escola, à intervenção da comunidade e à participação dos não especialistas, assim repolitizando e amplificando as vozes pedagógicas. O necessário reforço dos saberes técnicos e pedagógicos de educadores e professoras, bem como da sua autonomia profissional e da sua responsabilidade cívica e ética, não é incompatível com o  reconhecimento do direito de participação política dos cidadãos e das comunidades na governarão democrática das escolas. Como adverte Freire, a este propósito, (Freire, 1997 a, p.
Sabemos perfeitamente que mudar a escola não é fácil e rápido, embora seja necessário e urgente. A sua transformação se dá em um campo de luta pelas conquistas sociais que têm sido em longo prazo e limitadas para a maioria da população brasileira. Portanto cabe à escola tornar-se um dos agentes de mudança social e constituir-se num espaço democrático, garantindo ao educando o direito de usufruir a construção do seu conhecimento, oferecendo aos professores educação continuada no sentido de se sentirem comprometidos com a qualidade da educação, ou seja, seguros do conteúdo que está transmitindo, viabilizando uma gestão (direção, coordenação e supervisão) mais democrática e atuante, criando propostas alternativas para uma possível superação de problemas escolares.

Vale a pena projetar? Com certeza! Quais são os projetos destes dois candidatos a Presidência da Republica?  Pense, análise, e vote consciente, o BRASIL é a nossa Pátria e por ele devemos lutar.


2 comentários:

  1. mto bacana esse post! realmente é preciso reavaliar a educação, preparar melhor o professor, valorizá-lo mais com um salário digno!

    e rezemos para que vença o melhor candidato, o que realmente pensará na educação com carinho!
    bom dia

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  2. PENSO QUE SE A SOCIEDADE VALORIZASSE O PROFESSOR E DESSE TOTAL SUPORTE NECESSÁRIO HOJE O PAIS SERIA OUTRO.

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