quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Estimulação psicossocial

A estimulação psicossocial é algo fundamental na pré-escola, pois estas são as primeiras experiências com o meio que influenciarão muito no futuro. Pois este é um período crucial na vida da criança Portanto é imprescindível que haja desenvolvimento nos anos escolares, apesar das dificuldades  e  exigências do meio.
A partir da concepção do ser humano, dá-se inicio a um longo e importante processo de desenvolvimento. Segundo Shepherd (1996) o corpo cresce à medida que o Sistema Nervoso se modifica pelo crescimento. As conexões entre as células nervosas (sinapses) estão na dependência do uso da estimulação.
Portanto,  a partir do nascimento cada estímulo é registrado e provoca transformações na estrutura interna do cérebro. Se não forem estimuladas adequadamente naquele período elas simplesmente não se formam mais,  e pode trazer sérias conseguencias no desenvolvimento psicomotor das crianças.
segundo Piaget a afetividade, corresponde à energética, a motivação, portanto o que move as ações. O meio produz efeito positivo ou negativo na vida da criança

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

OS SONS DA FLORESTA


No século III d. C., o rei T’são mandou seu filho, o príncipe Tai, ir estudar no templo com o grande mestre Pan Ku. O objetivo era preparar o príncipe, que iria suceder ao pai no trono, para ser um grande administrador. Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre Pan Ku logo o mandou, sozinho, à floresta de Ming-Li. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever os sons da floresta. Passado o prazo, Tai retornou e Pan Ku lhe pediu para descrever os sons de tudo aquilo que tinha conseguido ouvir.
“Mestre”, disse o príncipe, “Pude ouvir o canto dos cucos, o roçar das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo suavemente na grama, o zumbido das abelhas e o barulho do vento cortando os céus”. Quando Tai terminou, o mestre mandou-o de volta à floresta para ouvir tudo o mais que fosse possível. Tai ficou intrigado com a ordem do mestre. Ele já não tinha distinguido cada som da floresta?
Por longos dias e noites o príncipe se sentou sozinho na floresta, ouvindo, ouvindo. Mas não conseguiu distinguir nada além daqueles sons já mencionados ao mestre Pan Ku. Então, certa manhã, sentado, entre as árvores da floresta, começou a discernir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. Quanto mais atenção prestava, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. “Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse”, pensou. Sem pressa, o príncipe passou horas ali, ouvindo e ouvindo, pacientemente. Queria ter a certeza de que estava no caminho certo.
Quando Tai retornou ao templo, o mestre perguntou o que mais ele tinha conseguido ouvir. “Mestre”, respondeu reverentemente o príncipe, “quando prestei mais atenção, pude ouvir o inaudível – o som das flores se abrindo, do sol aquecendo a terra e da grama bebendo orvalho da manhã”. O mestre acenou com a cabeça em sinal de aprovação. “Ouvir o inaudível é ter a disciplina necessária para se tornar um grande administrador”, observou Pan Ku. “Apenas quando aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, os medos não confessados e as queixas silenciosas, um administrador pode inspirar confiança a seu povo, entender o que está errado e atender as reais necessidades dos cidadãos...”
(Texto extraído da revista exame de 28 de outubro de 1992).
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

LUTA CONTRA O PRECONCEITO


Simplesmente Fantástico, Parabéns TAM!!

Aconteceu na Tam, pessoal, é verídico !!!

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.
Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
'Qual o problema, senhora?', pergunta a comissária..
'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'vocês me colocaram ao lado de um negro.
Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira'
'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'infelizmente, todos os lugares estão ocupados.
Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.
A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.
'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica.
Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe econômica.
Temos apenas um lugar na primeira classe'. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe.
Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...'
E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.
'O que me preocupa não é o grito dos maus. E sim o silêncio dos bons...' (Martin Luther King)

"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, ainda haverá guerra."
(Bob Marleyimplesmente Fantástico, Parabéns TAM!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

COMO EDUCAR UM FILHO


video

Os nossos filhos, enquanto pequenos são os nossos "eternos"  imitadores, imita o nosso olhar, gestos e palavras. pra eles representamos a sua ponte de passagem. veja só que exemplo! 

PROFESSOR NOTA ZERO

 Ely Paschoalick 
Um exemplo vivo para a educação brasileira.



As universidades também têm professores nota zero
Outro dia escrevi um artigo sobre o ENEM recordando uma criança que ganhara um concurso literário com uma poesia composta de duas linhas e quatorze palavras.
Este fato estimulou uma leitora a enviar-me um e-mail relatando uma experiência sua com uma professora nota zero na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Conta-me, a leitora, que uma determinada professora solicitou, para fins avaliativos, que cada aluno individualmente apresentasse cenicamente uma poesia para os colegas.   
Chegando sua vez, a aluna teatralizou um poema de Carlos Drummond de Andrade composto de três linhas e oito palavras, incluindo-se entre elas dois artigos definidos e uma conjunção:

COTA ZERO
STOP
A VIDA PAROU...
OU FOI O AUTOMÓVEL?
A professora raivosa tomou a atitude como uma afronta pessoal e “aos gritos” deu o prazo de sete dias para a aluna apresentar outro texto.
Talvez para ela Drummond não era poeta... Ou “Cota Zero” não era peça literária... Ou na verdade ela desejaria era que os alunos memorizassem infindáveis estribilhos...
Não sei o motivo, todos acima são conjunturas, pois a mim eles não foram relatados. Apenas a aluna contou que a professora marcou dia e hora para a última chance da universitária.
Chegada a hora da derradeira audição a aluna repetiu Drummond e a professora reage de uma forma inusitada:
“Ela me agarrou pelos braços e foi me arrastando pelo corredor da faculdade dizendo que me levaria para a coordenadora do curso pelo afronto à pessoa dela.
Até que eu caí na real e dei-lhe um solavanco dizendo para ela sim, me respeitar e respeitar o que Drummond escreveu. Disse-lhe também que eu não poderia pagar pelo que Drummond escrevera. Que ela, como professora, poderia me avaliar com nota baixa, mas jamais dizer que não cumpri o proposto ou que não obedecera ao critério imposto uma vez que o mesmo fora o de teatralizar um poema”.
Os argumentos da universitária serviram apenas para livrá-la da sala da coordenação, pois ao ter sua nota publicada verificou que recebera um zero. Como tal nota não prejudicava a aprovação da aluna no curso, esta resolveu deixar para lá.  
No entanto hoje aqui nesta coluna registramos a nota zero a esta professora universitária.

NOTA ZERO por ser uma professora que não definiu previamente os critérios de exigências na apresentação de um trabalho.
NOTA ZERO por ter usado de sua força autoritária sobre a aluna.
NOTA ZERO por ter levado uma relação profissional para o pessoal-emotivo.
NOTA ZERO por desprezar a criatividade da aluna e de Drummond.
Você consegue imaginar um diálogo entre esta professora NOTA ZERO e Drummond?
Fale comigo pelo: elypaschoalick@gmail.com
Saiba melhor quem é Elypaschoalick lendo aqui
Conheça os temas das palestras de Elypaschoalick 

*Ely Paschoalick é educadora e consultora em comportamento humano, nascida em Batatais - SP. É a terceira filha dos educadores sociais Guilherme Paschoalick e Maria Alzira Corrêa Paschoalick. Ely é avó de cinco netos Eduardo, Fernando, Roberto, Nikolas e Guilherme. É mãe de Tatiana Cristina, Vanessa Cristina e Moisés Guilherme. Paschoalick realiza palestras por todo o Brasil; atende consultas de orientação às crianças, jovens, pais, professores, supervisores e demais envolvidos no processo educacional; presta consultoria educacional aplicada em escolas e consultoria organizacional a empresas de prestação de serviço, comércio e indústria. É mediadora do programa "Concentração Training" cujos exercícios ampliam o poder de: Observar! Analisar! Perceber! Comparar! Sintetizar! Concluir! E auxiliam o aluno a desenvolver uma autoestima positiva. Ely é colunista de vários sites e constantemente está na mídia regional do Triângulo Mineiro -onde reside- que carinhosamente a chama de "Super Nany do Cerrado”. Ely Paschoalick possui formação em Administração Escolar, com especialização em consultoria Organizacional e Educacional. Atua profissionalmente desde 1968 tendo ministrado palestras, cursos e consultas para mais de 30 mil pessoas atendendo consultas a alunos de todas as idades, pais e educadores.

Lista de artigos...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

lutar contra o preconceito é lutar a favor da vida.

A  inclusão vai muito alem de apenas admitir alunos com necessidades especiais nas salas de aula, os professores tem que está preparado e não basta um ou dois professores serem capacitados, mas sim,  toda a equipe. Há também que ser desenvolvido um trabalho de conscientização dos pais e das outras crianças para que haja não só a inclusão, mas uma verdadeira relação de convivência e interação do aluno especial na escola. 
Estou  indignada, recebi uma ligação de uma mãe desesperada, pedindo ajuda, dizendo não saber o que fazer, o fato é que esta senhora e seu esposo são portadores do HIV e seu lindo filho também. esta criança teve uma vida normal em sua  escola, até o momento em que a direção e os pais de outras crianças souberam deste fato, e então acabou a paz desta criança e de sua familia, seus pais tiveram que tira-lo da escola para assim ter um pouco de paz.
Sinceramente, eu vivo em um Pais maravilhoso, tive o privilegio de conhecer e viver em outros lugares fora do Brasil, nenhum lugar por onde passei substituiu em meu coração o lugar todo especial que sinto pela minha Patria. mas nem por isto deixo de enchergar o lado negro e negativo que ainda existe em nosso Pais que é o preconceito.
Tenho o privilégio de trabalhar com uma linda jovem, especial, as vezes esqueço que é especial, justamente por ser tão dedicada e inteligente uma jovem que tem mais o que ensinar do que aprender. jamais substimei a sua capacitade, pelo contrário sou surpreendida dia após dia diante da sua determinação, coragem e vontade de vencer. 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

LUTA CONTRA O PRECONCEITO



Grupo de Tai Chi Chuan, portadores de autismo em graus diversos.
Apresentação no Festival das Estrelas da cidade de Anjo, 2010.

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Blogagem coletiva
Tema: Inclusão de deficientes físicos/portadores de necessidades especiais na sociedade.
Mais informações no blog da querida amiga Pandora, clique aqui!
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Conto um "causo"...

Lembro-me quando era ainda adolescente...
Casa de cultura - Ipiranga, São Paulo.
Dia de show beneficente, o destaque era um grupo de cantores deficientes visuais.

Chega uma apresentadora toda sorridente.
E começa um discurso longo e chaaaaato, piegas até a raiz dos pentelhos.
Elogia os artistas, "estes deficientes são heróis, estão aqui para provar que o deficiente também pode, que mesmo sofrendo tanto e tento uma vida tão amargurada ainda conseguem sorrir e cantar"...
E toma elogios aos pobres e sofridos deficientes desbravadores, batalhadores, animadores, das dores, sei lá mais o que.

De saco cheio, uma integrante do grupo de cantores deficientes-desbravadores-batalhadores-etc-das-dores, microfone em mãos, disse: a senhora poderia interromper esta humilhação pública para a gente poder cantar? Nosso problema é nos olhos, não na garganta, a gente não vê a flor, mas cantá-la, podemos sim!

Esta menina autista estava no meio do grupo de dança Yosakoi
(Yosakoi, a dança das "castanholas" japonesas, leia/releia o post que fiz anteriormente.).
Igual às outras crianças, ela se esforçou e ficou feliz com sua arte.
Nem mais, nem menos, ela é uma criança esforçada.

Neste dia aprendi que:
- é muito humilhante ser visto como "coitadinho, menos".
- ser visto como herói , por superar obstáculos - cansa.
- é chato que lhe atribuam o papel de "exemplo de vida" quando muitas vezes apenas tenta-se viver melhor.
- deficiente não é coitadinho e sim tem uma condição diferente de vida, com necessidades próprias.

Nosso papel é compreender o modus operandi da vida do outro, que sempre será diferente da nossa, não importa que condição temos. E facilitar, melhorar para todos (exigir rampas de acesso, respeitar vagas de portadores de deficiência em supermercados, etc)
Cada um tem suas deficiências, necessidades e eficiências.
Não devemos é tornar tudo mais difícil... mesmo quando queremos ajudar.

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Me lembro do que diziam alguns amigos portadores de necessidades especiais que faziam faculdade comigo.
Sempre me reportavam que o "preconceito às avessas" cansava tanto ou mais que o preconceito direto.

Para eles, terrível era sair às ruas e ver gente olhando "com cara cheia de ternura e carinho, mãos em tchauzinho e sinais de positivo com a cabeça". Olhares marejados de piedade aos pobres miseráveis deficientes.
Gente que quer expressar sua simpatia e compaixão, trazem docinho e flor ao vê-los na rua, que chora emocionada e consternada quando eles passam.
E quando eles conseguiam subir uma calçada, por exemplo, sempre vinha um sem-noção que  parava e começava a aplaudir, gritando "não desista, você chega lá". Vida que vira um Teleton/Criança Esperança.

Era preciso contar até mil ao ouvir conversinhas do tipo: nossa, você é paralítico, está na cadeira de rodas mas sorri! E eu aqui, "perfeito", só reclamando da vida. Você é ma-ra-vi-lho-so e outras palavras elogísticas heróicas...
Ah, claro! Sem esquecer os que vinham consolar e justificar: aguente firme, meu irmão, isso é resgate da outra vida que você foi muito mal e agora está pagando!

Ai dos meus amigos, quando reclamavam aos piedosos, sempre ouviam: estou querendo ser legal com você, deficiente. E você acha ruim, seu ingrato?

Este tipo de postura muitas vezes é mais excludente que o preconceito direto, por humilhar. Ninguém gosta de ser visto e tratado como menos, inferior, infantilóide.
Fora que deficiente não é dublê de Jesus: eles também tem bons e maus sentimentos, bons e maus momentos, como qualquer pessoa.

O que eles mais desejavam, como deficientes?

Que fossem tratados e respeitados como qualquer cidadão, independente de raça, cor, condição econômica e física também.
Que os ditos "normais" os olhassem na alma, a fim de entender que são gente como qualquer gente neste mundo.
Legal é ser respeitado, não "amado" como se fossem cachorros fofinhos.
E claro, condições sociais para viver de maneira adequada e independente, poder exercer sua cidadania, participação em sociedade.
Apenas isso, o resto eles se viram.

E quem realmente os ajuda é aquela pessoa que naturalmente faz isso com qualquer um. 
Se aproxima num sorriso, age normalmente e bota a mão na massa.
Pessoas que fazem o bem por ser a natureza pessoal delas e não fazem teatro de suas boas ações.

Mais um grupo de pessoas com deficiências diversas - autismo, visão, esquizofrenia, etc.
encontram equilíbrio e paz na suavidade do Tai Chi Chuan.

Gosto dessas apresentações, acontecem por todo o Japão.
Atividades e temas diversos, integração.
Esta é na estação de trem JR Anjo, aqui em Aichi.
Estão lá, deficientes e não-deficientes unidos e compondo um único espetáculo.

Nada de anúncios do tipo: "olha ai os deficientes, os coitados" ou coisa parecida.
Simplesmente fazem sua apresenteção e saem orgulhosos por terem feito tudo direitinho.
Assistir chorando? Só se for pela emoção da apresentação em si, não por eles, que estão atuantes na sociedade, eficientes.


A apresentação foi perfeita.
Claro, porque seria diferente?
Eles não são diferentes de mim nem de você.

Ajuda muito mais quem briga por uma entrada especial para deficientes, placas e papéis em braile, sinal sonoro nos semáforos do que afaguinhos melosos